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O último teorema de Fermat

24 de maio de 2019

Pierre de Fermat (matemático amador, francês, 1601 – 1665), embora não fosse um matemático profissional (trabalhava em Toulouse, na área jurídica), era, sem dúvida, um grande entusiasta e apaixonado pela matemática. Contribuiu enormemente para várias áreas da matemática, destacando-se a geometria e a teoria dos números, mantendo contato contínuo com os maiores matemáticos da época, por meio de cartas.

Um dia, por volta de 1640, Fermat escreveu na margem do livro “Aritmética”, de Diofanto (Diofanto de Alexandria, grego, 250 – 166 a.C.), no qual estudava e fazia anotações com frequência, que havia descoberto uma demons­tração sobre a inexistência de números inteiros positivos a, b, c e n para os quais an = bn + cn com n maior que 2, porém, demasiada longa para caber naquela margem.

Após a morte de Fermat, em 1665, esse livro foi encontrado e, a partir daí, por mais de 300 anos, os maiores matemáticos do mundo buscaram a comprovação da afirmativa de Fermat, sem sucesso.

A demonstração definitiva somente aconteceu em 1995, apresentada pelo matemático britânico Andrew Wiles (1953 – ), utilizando conceitos modernos de matemática que certamente eram desconhecidos por Fermat.

Até hoje paira a dúvida se Fermat realmente demonstrou a sua afirmativa ou se teria enunciado apenas uma conjectura (conjectura é uma afirmativa ainda não demonstrada como verdadeira. Após ser demonstrada, passa a se denominar teorema).

OBS:

a) O teorema ficou conhecido como “o último teorema de Fermat” por ter sido o último a ser demonstrado, e não o último a ser escrito.

b) A história sobre a demonstração desse teorema pode ser lida, sob a forma de um romance, no livro de Simon Singh: “O Último Teorema de Fermat”, Editora Record (BR), 1998.

 

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